Entre o conhecido e o desconhecido, existe um espaço. Como uma porta entreaberta.
Nem aberta demais, a ponto de tudo escapar sem forma. Nem fechada, a ponto de nada poder acontecer.
Esse espaço é convite. É espera. É disponibilidade para o que pede passagem.
Ali, uma escuta se sustenta: respeita o tempo de cada sujeito, acolhe o silêncio, o tropeço, o quase-dito.
O inconsciente se manifesta quando encontra espaço: uma brecha, uma fresta, um intervalo onde o que ainda não tinha nome pode emergir.
A porta entreaberta é um convite ao movimento, ao atravessamento, à elaboração, à travessia das resistências.